Greenwald: 'todos os países da América Latina foram espionados'

 

O jornalista Glenn Greenwald, que denunciou a espionagem eletrônica dos Estados Unidos, disse nesta segunda-feira 21 à Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) que "todos os países da América Latina foram alvo de espionagem". O jornalista afirmou ainda que fará mais revelações sobre a espionagem americana.

Governo brasileiro diz que acompanha com preocupação conflitos entre governo e oposição em Moçambique

 

Brasília - O governo brasileiro manifestou preocupação com os conflitos entre as Forças Armadas de Moçambique e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido de oposição de Moçambique. Na última quinta-feira (17) as Forças Armadas atacaram a sede da Renamo em Gongorosa, na província de Sofala, região central do país, em resposta a uma emboscada. Segundo o Ministério da Defesa moçambicano, dois homens da Renamo foram mortos e mais um foi capturado.

Brasil declara apoio à Venezuela contra "guerra econômica": "Vamos vencer esta batalha"

 

O ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, declarou nesta segunda-feira (21/10), apoio “decidido” do Brasil ao governo de Nicolás Maduro contra a “guerra econômica”. “Viemos aqui para dizer: estamos juntos e vamos vencer esta batalha também, como o comandante [Hugo] Chávez venceu tantas outras”, declarou, ao fim de uma reunião no Palácio de Miraflores, em Caracas.

Paulo Vannuchi: "Ninguém sabe como pensam os militares"

 

Principal idealizador da Comissão Nacional da Verdade e ex-ministro de Direitos Humanos, Paulo de Tarso Vannuchi considera que exista um “tijolo ideológico” dentre os militares brasileiros, que ainda creem em uma ameaça comunista e um mundo dividido entre duas potências e duas ideologias. “É preciso tirar esse ‘tijolo’, mas o problema é que não entra nada no lugar. A Academia Militar de Agulhas Negras, por exemplo, pela terceira vez cria uma turma com o paraninfo Emílio Garrastazu Médici. E lá se ensina também que no dia 31 de março de 1964 o Brasil foi salvo do comunismo”, lembrou. “Se estivéssemos iniciado uma nova formação dos militares em 1999, já teríamos formado de major para baixo com uma outra visão.”

Sistema é doente, diz Vannuchi sobre Comissão Interamericana de Direitos Humanos

 

A poucos meses de assumir um assento na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), o ex-ministro Paulo Vannuchi acredita que terá o papel de consertar incoerências do organismo. “Eu considero o sistema doente, e o meu papel lá será de médico”, explicou sobre o posto que assume em 1º de janeiro de 2014.

Novo embaixador do Brasil se apresenta à OMC

 

GENEBRA - O novo embaixador do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), Marcos Galvão, apresentou nesta segunda-feira suas credenciais ao diretor-geral da entidade, Roberto Azevêdo, que foi seu antecessor no cargo. Tal situação deu uma outra dimensão ao que seria um ato meramente protocolar.

América Latina entra em ciclo de crescimento menor, diz OCDE

 

SÃO PAULO - Depois de uma década expansão sólida, a América Latina atravessa um período de incertezas econômicas, que deverá desembocar em uma era de crescimento menor para o Produto Interno Bruto (PIB) dos países da região, disse a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em relatório divulgado nesta sexta-feira, 18.

'Não acredito em conflito étnico no Congo', diz general brasileiro

 

GOMA, REP. DEMOCRPATICA DO CONGO - "Eu não acredito em conflito étnico! Os grupos (que atuam no leste do Congo) agem como criminosos por interesses próprios de poder e dinheiro. E temos de neutralizá-los", discursava o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, em uma manhã abafada e empoeirada, no alto de um morro em Kibati, no leste conturbado da República Democrática do Congo. Atentos, os 15 embaixadores do Conselho de Segurança (CS) da ONU suavam sob o sol escaldante - entre eles, Samantha Power, dos EUA, que anotava tudo a lápis em seu bloquinho.

Haiti expõe fraquezas da política externa brasileira

 

Conjuntamente com a renovação por mais 1 ano do mandato da Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti (Minustah), que teria se encerrado nesta semana (15), o Brasil também se mantém no comando militar da missão multilateral, completando mais de 9 anos como o país com mais tropas em território haitiano. Se, inicialmente, a intervenção teria argumentos razoáveis para sua existência, atualmente sua continuação é cada vez mais vista com suspeitas.


Segundo a ativista haitiana Colette Lespinasse, do Groupe d’Appui aux Rapatriés et Refugiés, a intervenção da Minustah “não tem sentido”, uma vez que os motivos elencados para sua criação - como a restauração da ordem e a deposição das armas de grupos que ameaçavam a estabilidade local - já foram concretizados. Lespinasse também pontuou que, “apesar do contexto não propiciar uma ocupação direta de um país como os Estados Unidos”, o multilateralismo da ONU propiciaria que essa função fosse assumida por “países emergentes, como o Brasil”.