Sobre os protestos na América Latina

Nos últimos meses, os grandes protestos nas ruas de toda a América Latina foram destaque nas manchetes dos jornais. Em junho, o Brasil foi o palco das maiores manifestações públicas em mais de duas décadas. Um mês depois, o Peru testemunhou a sua maior passeata em uma década. Enquanto isso, no Chile, os protestos estudantis de passado recente evoluíram e abrangem agora temas que vão muito além da educação.

Essas reivindicações são importantes devido à sua crescente magnitude. No entanto, esses protestos são ainda mais notáveis levando-se em conta o fato de que ocorreram em três países com as economias mais bem-sucedidas da América Latina.

Para UE, negociações econômicas com o Brasil independem de Mercosul


BRASÍLIA - (Atualizada às 13h00) Para a União Europeia um acordo de livre comércio com o Mercosul seria interessante, mas que essa é uma decisão do bloco sul-americano. E, enquanto este não se decide, isso não impede que a UE venha negociar questões econômicas com o Brasil. A avaliação é do vice-presidente da Comissão Europeia para Indústria e Empreendedorismo, Antonio Tajani. “O Mercosul é um problema do Mercosul”, disse em entrevista coletiva nesta sexta-feira. Tajani está em visita ao país, trabalhando na preparação da Cúpula UE-Brasil que vai acontecer em fevereiro, em Bruxelas.

Dilma pede para Itamaraty ajudar ativista brasileira detida na Rússia


A presidente Dilma Roussef pediu nesta quinta-feira (10/10) ao Ministério de Relações Exteriores para encontrar uma solução para o caso da ativista gaúcha Ana Paula Maciel, detida na Rússia desde o dia 19 de setembro em decorrência de um protesto do Greenpeace. É a primeira vez que Dilma se pronuncia sobre o caso.

Em sua conta no Twitter, a presidente disse que pediu ao Itamaraty providenciar “toda assistência” à brasileira. “Solicitei ao ministro Figueiredo contato de alto nível com o Governo russo para encontrar solução para Ana Paula”, acrescentou em outro post, se referindo ao ministro de Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo.

Brasil terá que proteger Snowden se quiser mais informações sobre espionagem dos EUA


Se o Brasil quiser mais informações sobre os programas de espionagem da NSA (sigla em inglês para Agência de Segurança Nacional) norte-americana, terá que proteger o ex-analista da CIA Edward Snowden, informou nesta quarta-feira (09/10) o jornalista do The Guardian, Glenn Greenwald, durante encontro com a Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado brasileiro.

"Se o governo quer informações, deve protegê-lo, para que ele tenha liberdade para trabalhar. Ele está muito limitado para falar e corre o risco dos EUA o capturarem", disse o jornalista norte-americano, que tem contato direto com Snowden e foi pivô das denúncias de espionagem de Washington.

Conselho de Segurança da ONU decide hoje nova renovação da Minustah


O Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta quinta-feira (10/10) e entre as pautas que serão discutidas está a divulgação de um relatório sobre a Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti). Como o mandato atual da missão se encerra na próxima terça-feira (15), espera-se a edição de uma nova resolução que renove o mandato por mais um ano. A intenção de estender o mandato já foi anunciada na resolução emitida em outubro de 2012.

Banco Mundial afirma que exigências da classe média exercem pressão na América Latina


O presidente do BM (Banco Mundial), Jim Yong Kim, comemorou nesta quinta-feira (10/10) a expansão da classe média latino-americana, mas ressaltou que suas crescentes exigências exercem também uma "grande pressão" sobre os governos da região.

"Décadas atrás, a América Latina era uma das regiões mais desiguais do mundo e os esforços de muitos países para tirar as pessoas da pobreza extrema tiveram êxito", afirmou Kim hoje em entrevista coletiva.

Itamaraty quer solução rápida para o caso da brasileira presa na Rússia

O Ministério das Relações Exteriores informou que continuará prestando toda a assistência à bióloga brasileira Ana Paula Maciel, acusada de pirataria depois de ser presa com mais 29 militantes da organização não governamental Greenpeace durante protesto contra a exploração de petróleo no Ártico. Em sua conta no Twitter, o Itamaraty disse que “não medirá esforços para buscar solução rápida para o caso.”

"O Itamaraty e a Embaixada do Brasil em Moscou acompanham o caso da ativista brasileira Ana Paula Maciel desde a sua prisão na Rússia. Como resultado das gestões da diplomacia brasileira, permitiu-se que Ana Paula telefonasse para sua família hoje [ontem, 10/10] de manhã", informou o ministério.

"Licitação do Campo de Libra é contra o interesse nacional"

Rio de Janeiro - O diretor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP), Ildo Sauer, ex-diretor da Petrobras, espera que o Poder Judiciário ainda possa se manifestar para inviabilizar a licitação do Campo de Libra, primeira na área do pré-sal, programada para o próximo dia 21, no Rio de Janeiro. Para Sauer, esse é um ato “contra o interesse nacional”.

“Sou totalmente contrário”, disse o diretor do IEE/USP à Agência Brasil. “Quem disse que vai ser bom para o país é porque ou deve estar equivocado ou não sabe fazer contas”. Sauer sublinhou que nenhum país do mundo que conseguiu identificar uma nova província petrolífera, ainda mais da importância de Libra, coloca em produção e efetua leilões sem primeiro pesquisar a fundo qual é o tamanho da reserva.

Nobel mostra que Opaq poderia evitar guerra no Iraque, diz brasileiro que dirigiu órgão

Primeiro diretor-geral da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), o embaixador do Brasil na França, José Maurício Bustani, disse à Folha que o Prêmio Nobel da Paz recebido pelo órgão mostra que a guerra do Iraque em 2003 poderia ter sido evitada.

Bustani comandou a Opaq entre 1997 e 2002, quando foi destituído sob pressão dos EUA porque defendia, como diretor-geral, a adesão do Iraque à organização. Um ano depois, o Iraque foi invadido pelos EUA sob a acusação de esconder armas químicas, alegação não comprovada depois dos ataques.

O Semiárido ergue as mãos para o alto

São boas notícias. Em reunião na Namíbia, há poucos dias, a Convenção da ONU para combate à Desertificação, que debatia o uso de tecnologias para uso sustentável da terra, decidiu adotar práticas do Departamento de Combate à Desertificação do nosso Ministério do Meio Ambiente, que põem ênfase na convivência sustentável com ambientes naturalmente áridos - e não tentativas de "combate à seca", como fizeram durante décadas nossas políticas governamentais. A ponto de o escritor Ariano Suassuna haver dito ao autor destas linhas, há alguns anos, que "tentar combater a seca no Nordeste brasileiro é o mesmo que tentar combater a neve na Sibéria". Fez lembrar o competente ministro Celso Furtado, que demonstrava haver sido praticamente toda a área fértil mais próxima do mar na região ocupada pela cana-de-açúcar, o que obrigou famílias pobres a migrar para as áreas secas; e ali foram realizadas as tentativas de transplantar culturas inadequadas para o solo e clima da região - agravando a escassez.